Como era o Coliseu antigamente?

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A assentar a primeira pedra…

Rode o modelo, aproxime-se e viaje no tempo. Este modelo acompanha o Coliseu desde o início, por volta de 70 d.C., até à ruína que se visita hoje. Usa as dimensões aproximadas do monumento, e o último capítulo mostra a que zonas dá acesso cada bilhete, para que saiba o que vai ver antes de ir.

O Coliseu na inauguração, em 80 d.C.

Tito inaugurou o Coliseu em 80 d.C., embora as obras tenham continuado no tempo de Domiciano. O anfiteatro concluído formava uma oval com cerca de 188 m de comprimento, 156 m de largura e 48 m de altura, com uma fachada exterior em travertino. Três pisos de 80 arcos eram emoldurados por meias-colunas toscanas, jónicas e coríntias, com um ático de janelas por cima. Nos arcos superiores havia estátuas, e os números por cima dos arcos do piso térreo encaminhavam o público para as respetivas entradas. Os lugares eram distribuídos segundo a posição social, e um velário de lona sustentado por 240 mastros dava sombra à multidão.

O Coliseu ao longo do tempo

  1. Desenho de linhas da planta do Coliseu com os eixos de 188 m e 156 m

    01 A planta c. 70 d.C.

    Vespasiano construiu no local do lago drenado da Domus Aurea de Nero. Os agrimensores traçaram uma oval de cerca de 188 × 156 m, cortada por 80 muros radiais.

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  2. Maqueta branca dos anéis concêntricos e das bancadas do Coliseu

    02 Anéis de pedra c. 70–80 d.C.

    Anéis concêntricos de travertino, tufo, tijolo e betão sobem até quase 48 m e sustentam a cávea, ou seja, as bancadas.

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  3. Maqueta branca das arcadas, meias-colunas e ático do Coliseu

    03 Arcadas e ordens c. 70–80 d.C.

    Três pisos de 80 arcos emoldurados por meias-colunas toscanas, jónicas e coríntias, coroados por um ático maciço com pequenas janelas.

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  4. O Coliseu em 80 d.C., com o velário estendido e as bancadas cheias

    04 Os jogos inaugurais 80 d.C.

    Tito inaugurou o anfiteatro com 100 dias de jogos. Tinha capacidade para cerca de 50.000 pessoas. Os números por cima dos arcos indicavam a cada um a sua entrada, e um velário de lona sustentado por 240 mastros dava sombra ao público.

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  5. Corte do piso da arena com as galerias do hipogeu e os elevadores para animais

    05 Por baixo da arena 81–96 d.C.

    No tempo de Domiciano, o hipogeu foi reconstruído em alvenaria por baixo do piso de madeira da arena. Elevadores e plataformas móveis faziam subir animais e cenários por aberturas no piso.

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  6. O Coliseu na Idade Média, sem as galerias exteriores no lado sul, com arcadas emparedadas a nordeste e uma torre na entrada leste

    06 Uma fortaleza medieval séculos XII–XIII

    As últimas caçadas de animais registadas realizaram-se em 523. Mais tarde, casas e oficinas ocuparam partes do monumento, algumas arcadas foram emparedadas e a família Frangipane fez da ruína a sua fortaleza.

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  7. O Coliseu depois do sismo de 1349, com travertino caído no lado sul

    07 O sismo de 1349 1349

    O sismo de 1349 provocou novos desabamentos importantes no lado sul, já enfraquecido por danos anteriores. Este lado assenta num terreno mais mole. O travertino caído amontoou-se junto à ruína.

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  8. A ruína coberta de vegetação, com carroças que levam a pedra caída

    08 Uma pedreira para Roma séculos XV–XVIII

    Durante séculos, a pedra caída foi levada em carroças para novos edifícios, entre eles o Palazzo Venezia, ou queimada para fazer cal. Os grampos de ferro foram arrancados dos muros e a vegetação cobriu a ruína.

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  9. O Coliseu hoje, com o lado sul destruído e o hipogeu a descoberto

    09 O Coliseu hoje Hoje

    Contrafortes de tijolo de 1807 e da década de 1820 seguram as pontas partidas do anel exterior, ainda marcado pelos buracos dos grampos. Os visitantes percorrem passadiços modernos e, como falta grande parte do piso da arena, o hipogeu está a descoberto.

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A cronologia completa está na nossa história do Coliseu.

A que zonas dá acesso cada bilhete?

Escolha um bilhete no último capítulo do modelo para destacar as zonas que inclui. Todos os bilhetes do Coliseu aqui indicados incluem também o Fórum Romano e o Monte Palatino. Os bilhetes «Só Arena» e Full Experience incluem ainda os locais SUPER, conforme o horário e a lotação. Informações dos bilhetes verificadas no site oficial a 15 de outubro de 2026.

O que observar durante a visita

Os marcadores numerados assinalam pormenores a procurar durante a visita. A posição é aproximada.

  1. Os buracos no travertino

    As paredes estão cheias de buracos nas juntas entre os blocos. Na Idade Média, os grampos de ferro que uniam as pedras foram arrancados para reaproveitar o metal.

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  2. Os números por cima dos arcos

    Os numerais romanos por cima dos arcos do piso térreo indicavam ao público que entrada usar. Vários conservam-se no lado norte, entre eles LIIII (54). As quatro entradas dos eixos principais não tinham número.

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  3. O contraforte de 1807

    Na ponta leste do anel exterior que se mantém de pé, um esporão inclinado de tijolo segura o muro partido. Foi construído em 1807, no pontificado de Pio VII.

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  4. O contraforte da década de 1820

    Na ponta oeste, Giuseppe Valadier reconstruiu em tijolo os últimos arcos na década de 1820, escalonando-os para escorar o muro.

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  5. As mísulas do velário

    No alto do ático, mísulas de pedra sobressaem entre as pilastras. Seguravam os mastros que suportavam o toldo de lona sobre as bancadas.

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  6. A cruz junto à arena

    Uma cruz alta ergue-se na borda da arena. O papa Bento XIV dedicou a arena à Paixão de Cristo e aos mártires cristãos por ocasião do Jubileu de 1750. Na Sexta-Feira Santa realiza-se aqui a Via-Sacra.

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  7. Um elevador de animais reconstruído

    Nos subterrâneos, um elevador de madeira para animais apresentado em 2015 mostra como os animais eram içados até à arena.

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  8. As galerias subterrâneas

    Muros de tufo e tijolo dividem o hipogeu em galerias. Os vestígios das máquinas de elevação mostram como animais e cenários eram levados até à arena.

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  9. O piso da arena reconstruído

    Parte do piso da arena foi reconstruída como plataforma de madeira, pelo que, com um bilhete com arena, é possível ficar ao nível dos jogos.

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Como se orientar

A estação de metro Colosseo (linhas B e C) fica do lado noroeste. O Arco de Constantino ergue-se logo a sudoeste, onde começa o caminho para o Fórum Romano e o Monte Palatino. A leste ficam os vestígios do Ludus Magnus, a principal escola de gladiadores, e a nordeste o parque do Monte Ópio, com a entrada da Domus Aurea.

Os melhores pontos para fotografar o Coliseu do exterior estão reunidos nos nossos miradouros do Coliseu.

Descarregar o modelo 3D

O modelo pode ser descarregado gratuitamente como ficheiro GLB, que abre em visualizadores 3D e programas de modelação compatíveis. Pode ser usado para qualquer fim, incluindo projetos comerciais, desde que se cite o Colosseum.how com uma ligação ativa para esta página.

Cite a fonte com uma ligação ativa, por exemplo:

<a href="https://www.colosseum.how/pt/modelo-3d">Modelo 3D: Colosseum.how</a>

O Coliseu em 3D: perguntas frequentes

Porque é que falta uma parte do Coliseu?

Sismos e séculos de remoção de pedra deixaram o Coliseu incompleto. O lado sul, construído sobre terreno mais mole, era especialmente vulnerável, e o sismo de 1349 causou ali novos danos graves. O travertino caído foi reaproveitado em novos edifícios ou queimado para fazer cal, e os grampos de ferro foram arrancados dos muros, deixando muitos dos buracos que se veem hoje.

O que é o hipogeu?

O hipogeu é a rede de galerias subterrâneas por baixo da arena. As estruturas originais em madeira foram reconstruídas em alvenaria no tempo de Domiciano (81–96 d.C.). Elevadores e plataformas móveis levavam animais e cenários até à arena. Hoje pode ser visitado com o bilhete Full Experience com Arena + Subterrâneos.

Qual é o tamanho do Coliseu?

Cerca de 188 m de comprimento, 156 m de largura e 48 m de altura, com capacidade para cerca de 50.000 pessoas. Mais números nas nossas curiosidades sobre o Coliseu.

Qual é a precisão deste modelo 3D?

É uma reconstrução simplificada da forma geral do Coliseu. Usa dimensões aproximadas de 188 × 156 m e uma altura de 48 m. As sequências de construção e de desabamento são ilustrativas, e alguns elementos mostrados no capítulo de 80 d.C. podem ter sido concluídos mais tarde, no tempo de Domiciano. Pormenores como o velário, as estátuas, os elevadores e os edifícios medievais são reconstruções simplificadas. A posição dos monumentos vizinhos vem do OpenStreetMap: dados do mapa © colaboradores do OpenStreetMap.